A diferença entre Holding e Joint Venture

05. outubro 2015 Boletim VO 0
A diferença entre Holding e Joint Venture

A globalização da economia compreende que empresas transnacionais se unam e que ocorra formas de concentração e integração econômica. Enquanto algumas modalidades como fusão, cisão e incorporação tratam da nova personalidade jurídica que a empresa possuirá, outras, como Holding e Joint Venture são modalidades informais – que não diversificam o caráter jurídico.

Quando ocorre união “informais” de transnacionais ou de grandes empresas, alguns termos como “cartel”, “consórcio”, “truste”, “pool”, “joint venture” e “holding” são amplamente conhecidos. Porém, confusões entre os dois últimos citados ocorrem frequentemente. Vamos conhecer essas diferentes formas de conglomerações econômicas?

A Holding é uma empresa que possui, como atividade principal, a gestão de participações societárias – administrativa e politicamente –  e, ainda, é a empresa que maior possui ações nas demais empresas. Existem duas formas de se “praticar” holding: a forma pura – quando a empresa majoritária visa, somente, a participação no capital – caracterizando-se por controladora. A modalidade mista acontece quando esta mesma companhia busca explorar demais atividades do conglomerado e também participando – sem intesidade ou formação jurídica – na troca de serviços e/ou bens.

No caso da Holding, existe também a forma familiar – quando membros de uma mesma família dominam um grupo empresarial de diferentes empresas.

A Joint Venture – termo de origem britânica – compreende na união de duas ou mais empresas, porém, com demais aparatos adicionados. Por exemplo, nesta modalidade de conglomerados, as companhias aliadas partilham dos serviços, bens, prejuízos e lucros. Quando as empresas decidem optar por este tipo de envolvimento, estão cientes que superarão, juntas, dificuldades no mercado e barreiras para expensão. Por outro lado, serão beneficiárias das tecnologias que possuem e participarão dos aprimoramentos das outras corporações.

No termo de origem inglesa, pode existir a forma contratual (non corporate) – quando não ocorre formação de uma nova companhia. Quando ocorre, o processo é chamado por joint venture societária e, então, se cria uma nova personalidade jurídica.

As vantagens de agrupar transnacionais ou médios empreendimentos variam nas modalidades. Na primeira esclarecida – a Holding – há grande probabilidade de se solucionar questões administrativas, inclusive na situação mista quando se pode compartilhar de estratégias das demais companhias; também não está sujeita à lei da falência – afinal, se trata de uma Sociedade Simples Limitada.

Nas vantagens da Joint Venture se encontram: competitividade conjunta no mercado, alinhamento de projetos que beneficiam todas as partes e, também, agregação mútua de funcionários no caso da societária.

Quando postas lado a lado, se compreende que confundi-las é um grande engano, afinal, propõem situações de grandes diferenças!

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